Entrevista: EUSÉBIO MUÑOZ – um artista que marcou presença na HQ PE

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EUZEBIO MUÑOZ
, iniciou sua projeção nos quadrinhos da PADA, na revista PRISMARTE #4 nos anos 90 (2ª fase da publicação), com a história “BANG, BAT!”, dá série de HUMOR AMARO CAMARIPE, escrita por MARCELO SCHMITZ. Também, através da PADA, publicamos o álbum “OPERAÇÃO VASCALOS”, de ficção e aventura, desenvolvida totalmente pelo entrevistado. Em 2005, mesma hq, OPERAÇÃO VASCALOS foi publicada em 2 partes, nas PRISMARTE #21 e 22.

Ainda na PRISMARTE, fui publicada sua série autoral reflexiva “PIADAS MORGADAS”. Mas foi seu estilo caprichado, metódico e de muito estudo no processo criativo que deu a esse quadrinista respeito e admiração de suas obras.
Arrojado e seguro, EUSÉBIO tem a pratica de fazer desenhos finais em esferográfica, sem rabisco ou marcações, e no final, os desenhos além de detalhado, obedecem proporções e perspectivas.

Atualmente residindo na Paraíba, é de lá que responde a entrevista, realizada por MILSON MARINS e as novas incursões e manifestações artísticas dele.

QUANDO E COMO VOCÊ COMEÇOU A DESENHA HISTÓRIAS EM QUADRINHOS?

Arte de Eusébio Munoz em Bang Bat!!, da série Amaro Camarajipe, de Marcelo Scmitz.

Arte de Eusébio Munoz em Bang Bat!!, da série Amaro Camarajipe, de Marcelo Scmitz.

Pelo que me lembro aos 9 anos! Eu pegava meus cadernos de desenho da escola, quando a casa estava mais tranquila de movimento de gente – ninguém a vista! Eu passava a tarde inteira com o lápis e borracha desenhando. Eram histórias mais ou menos curtas.

A temática geralmente era sobre uma equipe de super soldados, homens e mulheres (algo mais ou menos como a Swat) , só que além disso havia uma equipe terra , outra , água e uma ar. Obviamente, os vilões necessários.

QUAIS OS AUTORES QUE LHE INFLUENCIARAM NO INÍCIO, COMO DESENHISTA? HÁ AUTORES QUE LHE INFLUENCIA NOS DIAS HOJE?

Arte de Eusébio Munoz, escrita por José Valcir!

Arte de Eusébio Munoz, escrita por José Valcir!

Bem no início, início mesmo, quando era criança, o imbatível Walt Disney com as suas princesas, príncipes e bruxas – A terrível Malévola! Seu Mickey, Pato, Donald, as publicações Disney no Brasil.
No Brasil, a turma da Mônica. Desenhei e não cansava de copiar tudo isso. Mais adiante, autores que me influenciaram foram: por incrível que pareça, o falecido, recentemente, Daniel Azulai.
Já caminhando para uma arte mais séria, Deodato Borges (pai – que desenhou para Marvel), depois o filho também, o Deodato Filho. Os grandes Watson Portela e Wild Portela, este conheci de perto no Diário de Pernambuco!  E o Flávio Colin, com seu estilo único! Paralelamente: John Buscema , pelo arrojo e beleza de seus desenhos, David Mazzucchelli, Frank Miller, o incrível Bill Sienkiewicz, Ivo Milazzo (Ken Parker) , Will Eisner e o magnânimo Moebius ! Estes, creio que são pra sempre!

Jack Kirby, pelo seu estilo próprio de desenhar! Não cansava de assistir e ré assistir seus ‘ estáticos’, mas maravilhosos desenhos que passavam na TV! E o grande gênio dos super heróis, Stan Lee! Falecido recentemente, mas eterno nós nossos corações.

NA PRISMARTE VOCÊ TEVE UMA GRANDE PARTICIPAÇÃO COM HISTÓRIAS SOLOS E EM PARCERIAS. NA PARCERIA, QUAIS AS HQS QUE VOCÊ DESTACARIA?

Arte de Eusébio Munoz do roteiros de A Vendida (1ª versão) escrita por Milson Marins

Arte de Eusébio Munoz do roteiro de “A Vindita” (1ª versão) escrita por Milson Marins

Bem, é difícil dizer alguém que se destaque mais entre um e outro por que é importante lembrar que todos eram muito participantes e interessados e dedicados. Mas citando alguns, não, desmerecendo os demais: José Valcir, Marcelo Schmitz (série Amaro Camarajipe), Milson Marins (A Vindita e Arapuá– histórias de cangaço). Os extras de Marcos e o Alexandre Freitas.
Alexandre Freitas, gostava muito dele também! Sua imaginação e percepção própria prodigiosa! (Risos).

Gostei muito da parceria em “Vindita”. Eu, nos desenhos, e Milson Marins no roteiro. No começo estranhei aquilo tudo, mas depois de ler com calma o roteiro bem fechado, definido, fiquei convencido de que poderia dar certo! Recordo que em determinada altura da HQ, eu, em minha empolgação, quase exagerei no nível de violência, o que você observou muito bem ser desnecessário e eu concordei – isso é um ótimo exemplo de harmonização entre roteirista e desenhista! E, por último, a ótima arte final de Marcos Marins! Recordo que nenhuma das páginas do roteiro e das imagens foi deixada de lado, retirada da história! Bravo!



Sobre a ROBERTA CIRNE

COMO DESENHISTA, O QUE VOCÊ ESPERA DE UMA BOA ORIENTAÇÃO DE UM ROTERISTA PARA O SUCESSO DE UMA HQ? CITE ALGUMA(S) EXEMPLO VIVIDO DE UMA PARCERIA COM ALGUM ROTEIRISTA DESENHISTA!

Em primeiro lugar deve haver a boa ou ótima conexão entre ambos. Eles devem estar e manter uma boa sintonia entre eles, como a de uma equipe bem entrosada! Sabe-se que a princípio não adianta ter um bom roteiro, é necessário haver também um bom desenhista. -Alguém que case com a obra, que se encaixe bem ou muito bem com o roteiro. Roteiros e desenhos em plena harmonia! Ter sintonia!  Um bom ou ótimo roteiro não salva maus desenhos nem tão pouco péssimos e vice-versa. A princípio, creio assim!

QUAIS OS GÊNEROS DE QUADRINHOS QUE VOCÊ MAIS SE IDENTIFICA?

Rascunho de esferográfica de Eusébio Munoz, que ele faz com muita competência.

Rascunho de esferográfica de Eusébio Munoz, que ele faz com muita competência.

Como, de repente é muita coisa, mas procurando ser prático e específico: AS, japonesas  – HQs que tem como temática o comportamento homossexual não só entre os mais jovens como também os adultos, público! São HQs geralmente escritas por mulheres e desenhadas por homens. De tão boa qualidade ou extensão ao modo deles como os mangas! Entre as edições lançadas aqui, por exemplo, a coletânea: “Gravitation ” que ao menos tive a oportunidade de folhear e ler o início do primeiro episódio, na Gibiteca do Espaço Cultural aqui de João Pessoa! Na minha coleção atual, como já comentei, só tenho uma que é mais em estilo americano de super-herói : “X – Men extra – O Casamento do Ano! Que trata da união homoafetiva entre o herói Estrela Polar e seu noivo JP ! Que, além de gerar uma revolução entre os super heróis, deixa a turma do bem dividida.



Sobre a ROBERTA CIRNENo Rio Grande do Norte, na cidade de Pau dos Ferros, tive a oportunidade de fazer histórias assim, as primeiras coloridas no meu histórico artístico. Só que eram de uma página apenas e não os ou com superpoderes, mas de maneira puramente brasileiras! Bem, quanto ao que tem mexido comigo.

APÓS AQUELES ANOS QUE PUBLICOU NA PADA, VOCÊ SE INTERESSOU POR ARTES PLÁSTICAS! COMO SÃO SEUS TRABALHOS DE ARTE PLÁSTICAS?

Ah sim! Desde aquela época não cessei de realizar minhas exposições, individuais e coletivas! Terminei por minhas pesquisas criando um novo conceito de arte, pintura; baseado nas pinturas homoeróticas , constando na rede , só  que a moldando e atualizando para os dias atuais – batizei , renomeei como : ” PINTURA SUIGENERIS “.
Algo que foi e está sendo muito elogiado por especialistas de NY e do BRASIL ! Criado também   com o intuito de elevar o nível de uma classe, minoria de pessoas! – Hora quem eleva uma categoria de gente está elevando todas as outras também! Realizei uma primeira exposição nesse sentido no Espaço Energisa de João Pessoa e como extra escrevi um livro, uma peça de teatro cujo título é: Homossexualidade, Pintura  e Amor ” que pretendo editar ! É isso!




Sobre a ROBERTA CIRNE

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