Morre Mort Drucker, um dos grandes ilustradores da revista ‘Mad’

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Morreu nesta quinta-feira Mort Drucker, renomado caricaturista por trás das paródias de filmes publicadas pela revista “Mad”. Ele tinha 91 anos estava doente desde a semana passada, com dificuldades para caminhar e respirar. Segundo a filha, Laurie Bachner, ele morreu em sua casa em Woodsbury, Nova York, ao lado de Barbara, com quem era casado há mais de 70 anos. Laurie não disse qual a causa da morte, mas informou que o pai não foi testado para o coronavírus.

Nascido no Brooklyn, Mort Drucker começou na “Mad” em 1956 e esteve por trás de inúmeras ilustrações de revistas, capas de discos, pôsteres de filmes (incluindo o de “American Graffiti”, de George Lucas), livros infantis e adultos, além de anúncios.

A partir dos anos 1960, todas as edições de “Mad” continham paródias em quadrinhos de filmes de sucesso nos cinemas. No final de sua carreira em 2008, Drucker havia ilustrado mais da metade dessas paródias. Para os adolescentes nas décadas de 1960 e 70, as recriações de Drucker para os filmes eram a porta de entrada em um mundo proibido — como não tinham idade para assistir a produções como “Perdidos na noite” e “O poderoso chefão”, podiam saborear cada centímetro de paródias deliciosamente ilustradas.

De uma maneira estranha, as versões loucamente distorcidas de Mort Drucker algumas vezes eram melhores do que os próprios filmes, já que eles zombavam habilmente do que provavelmente teria parecido meio chato na tela grande.

No início do seu trabalho, Drucker teve que manter uma biblioteca de recortes de revistas e fotos promocionais, porque os estúdios de cinema não queriam que ele brincasse com suas produções e não enviavam kits de imprensa. Eventualmente, porém, quando seus fãs galgaram posições de poder em Hollywood, ficou mais fácil para ele receber material. Jerry Seinfeld chamou sua capa desenhada por Drucker —  na qual ele está olhando para Alfred E. Neuman e dizendo: “Helloooo Neuman” — “a melhor coisa que já aconteceu comigo”.

Seu trabalho deu um toque humorístico à cultura popular — incluindo a política. Muitos recordarão sua capa da revista “Time” de 1970, “Batalha para o Senado”, que apresenta políticos, incluindo o presidente Richard Nixon e o vice-presidente Spiro Agnew, todos vestidos com roupas de guerreiros da Grécia Antiga.

Drucker deixa sua esposa, Barbara Hellerman, as filhas Laurie Bachner e Melanie Amsterdam e três netos. Seu amigo de longa data John Reiner confirmou sua morte ao “New York Times”. Reiner disse a Jake Tapper da CNN que o artista estava com problemas para respirar na sexta-feira, mas que isso não parecia estar relacionado ao coronavírus, já que Drucker “ficou em quarentena por semanas sem nenhum outro contato externo”.

Considerações:

Ainda garoto, nos idos de 1980, e não prestava atenção a quem escrevia ou desenhava, tive a oportunidade de ler a revista Mad. Nessa revista, tudo era novo. Eu estava acostumado a Turma da Mônica, Os Trapalhões, Disney, e aos superseres, Recruta Zero… enfim. Aí, num belo dia, um colega de sala de aula chega com essa revista que eu só via exposto em banca, e tratei de esticar os olhos e pedir insistentemente para que me emprestasse.
Cara, foi tudo muito novo. Spy versus Spy, histórias “estranhas”, nada ortodoxas para una cabecinha ainda em início de aprendizado. Aí veio uma historia de um personagem satírico do Tarzan, caricatural, falante, divertido. Um traço incomum que ficou marcado em minha mente até hoje.

José Valcir (Quadrinhinsta e roterista da PADA)

 

Muito me inspirava na arte de Mort Drucker. A tentativa de imitar seus traços proporcionou a ter o meu próprio estilo. Sem falar que suas versões de grandes sucesssos dos cinema marcaram minha vida, arrancando boas gargalhadas. Descanse em Paz Drucker.

Arnaldo Luiz (Quadrinhinsta e desenhista PADA)

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