Os quadrinhos parabenizam Olinda e Recife

Nos últimos anos uma parte dos autores pernambucanos despertaram para histórias em quadrinhos onde os cenários, cultura e histórias se passam em Pernambuco, nas cidades de Olinda e Recife que hoje fazem aniversário.

Para comemorara o aniversário destas duas antigas e maravilhosas cidades do Brasil, nada melhor que apresentar algumas obras que as valorizam no ponto de vista ilustrativo, histórico e cultural.

Passos Perdidos, História Desenhada – 2007 –  A 1ª Comunidade Judaica nas Américas, com 4 edições, desenvolvida por Amaro Braga, Daniele James e Roberta Cirne, da mesma forma rica em referencias de Olinda e Recife. Durante o séc. XVII o nordeste brasileiro ficou sob o domínio do governo holandês. Neste período a comunidade judaica se desenvolveu e criou raízes ainda mais fortes na região. Acontecimentos como o comércio judaico, o crescimento dos Engenhos de Açúcar, a administração de Maurício de Nassau, a fundação da 1ª Sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, o cemitério judaico, são algumas das referencias citadas e ilustradas na obra.
Heróis da Restauração Pernambucana em Quadrinhos – 2009 –  Obra também Amaro Braga, Daniele James e Roberta Cirne, baseado nos livros do notório historiador José Antônio Gonsalves de Mello, o álbum adapta as biografias de personagens marcantes no movimento de capitulação holandesa e restauração do governo português, durante o séc. XVII, no nordeste brasileiro, são apresentadas neste álbum as histórias de vida (do nascimento às cenas marcantes da Batalha dos Guararapes). Como a própria obra por se só sugere, é rica historicamente e ilustrativamente de Olinda e Recife.

Joaquim Nabuco, a voz da Abolição, de Lailson de Holanda – 2009, é também uma das mais ricas obras do quadrinho pernambucanos, com ilustrações arquitetônicas do Recife, além do fato histórico que deu-se passagem pelo Recife. São ilustradas claramente pontos turísticos como o Engenho Maçangana, a Faculdade de Direito, o Bairro de Santo Antônio, a Ponte Velha, o Teatro de Santa Isabel e outros mais.

Prismarte
, na edições #3 e #4, em 2003, na história “Punk Rock Hardcore é Duca…”, produção de Bruno Alves(roteiro) e Arnaldo Luiz (arte), nessa aventura do Severino (personagem de Bruno Alves), um pouco do Recife e Olinda são mostradas, como um cena que têm o ônibus elétrico (hoje desativado) o Centro de Convenções entre Olinda e Recife. Na revista As Aventuras do Zé Coruja 01 e 02, na historia a Grande Jornada, onde o Zé Coruja e o seu amigo Tatu, personagens criado por Marco Lopez, são convidado para serem astro dos quadrinhos pela PADA Produções, ele conhecem Olinda, chegando ao terminal de integração de bairro de Rio Doce e vão até Ouro Preto (bairro de Olinda). A história foi escrita por Arnaldo Luiz, que por vezes, nas histórias do Minotauro (personagem da sua autoria), também mostra aspectos culturais e urbanos em suas hqs.

Os Quadrinhos d’Recife Assombrado, 2014 – numa coletânea de vários autores, todos escreveram histórias passadas entre Olinda ou Recife, como é sempre o viés dos líderes do D’Recife Assombrado, André Balaio e Roberto Beltrão, mas algum tiveram maiores referências culturais e visuais do Recife, como foi Como Matar um Fantasma, de Leonardo Santana(roteiro) e Milson Marins (arte), onde é mostrado o cemitério de Recife  no bairro Santo Amaro. No Homem que Ria, de André Balaio(roteiro) e Téo Pinheiro(arte), as referências foram ainda mais vastas, no ponto de vista cultural e ilustrativos, que foi como  um passei pelo Recife. No Tesouro da Judia – de Leonardo Santana(roteiro) e Téo Pinheiro(arte), baseia-se na lenda que existe por trás da Judia Branca Dia. A lenda diz que Branca Dias, uma judia que havia sido convertida ao cristianismo, fora acusada pela igreja de continuar a praticar às escondidas o semitismo e que, antes de ser presa, escondera uma vultosa quantidade de riquezas em prataria aos arredores de sua propriedade no açude do Prata, em Recife.

A Noiva da Revolução, de Eron Villar e Thony Silas, baseado no Livro de Paulo Santos, com o título homônimo, é outra riqueza de referencias sobre as duas cidades, e mais ainda o Recife como sua antiga arquitetura, ainda hoje preservada. Além da referencias visuais, muita história (a história é propriamente isso) e cultura.

 

Amor e Revolução – Produzida por Pedro Zenival, inspirada na obra de Paulo Santos, A Noiva da Revolução, também esbanja de referências históricas e visuais do Recife e Olinda, e mais focada em Recife. Mas bem antes dessa obra, Zenival foi o precursor de destas referências ilustrativas de Recife, quando desenhou pela Graphipar a hq Jesuíno Boamorte (escrito por Júlio Emílio Braz e ilustrado por Zenival Ferraz), protagonista de aventura fantástica passada no Pernambuco colonial, sob domínio holandês que tem também referencias sobre Recife e Olinda.

Sombras do Recife, projeto pessoal de Roberta Cirne também é outro rico exemplo de cultura, historias e ilustrações de Olinda e Recife, sobre a ótica de hqs de assombração de lendas populares de Pernambuco, como com histórias sobre o Boca de Ouro e a Velha Branca. O fato é que o foco das histórias é em Pernambuco e mais precisamente em Recife e Olinda.

Sangue Latino, obra escrita por Bruno Alves, ilustrada por Arnaldo Luiz e arte finalizada por, Liz França, Milson Marins e Rafael Anderson, que conta a história do General Abreu e Lima, em sua passagem pela Revolução de 1817 até sua morte, onde foi enterrado no cemitério dos ingleses no bairro de Santo Amaro. Também é uma obra repleta de referencias históricas, culturais e visuais do Recife Antigo.

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