Charges, Quadrinhos e Ilustração, entrevista com REI

Rei nasceu Reinaldo de Moura Carvalho Filho, em Recife. Morou um tempo Campina Grande (PB) onde viveu durante 6 anos. Cartunista, chargista, caricaturista, quadrinhista e trabalha como designer gráfico. Ele nos revela com bom humor que a arte não lhe permite viver como um rei. Uma evolução rápida, considerando que começou fazendo ilustrações tímidas para Editora Sol e foi colaborador do Pasquim 21. Rei gosta do agito de eventos, exposições e lançamentos, por isso participa com freqüência de salões de humor e pelo Brasil. Foi premiado no 1º Salão de Sesc Recife/PE, e ganhou o prêmio HQMIX de melhor livro coletivo “Com Todo o Risco” (Editora UFPB). Fez cinco exposições em Campina Grande, que foram: SÓ RIA NO SESC, RINDO A TOA, O RISCO DO APAGÃO, 2000 ACABA EM PIZZA E NATAL DE GRAÇA, onde criou o jornal RIA ENQUANTO PODE  junto com o cartunista e chargista, “LILA” parceiro e amigo. Em meio a sua carreira profissional, conheceu a PADA e faz parte da segunda fase (anos 90), onde conheceu Marcos Marins e Arnaldo Luiz em um curso de animação. Criou o personagem Rabujo que foi lançado pela PADA e recentemente fez uma capa para As Aventuras do Zé Coruja. Nessa entrevista você vai conhecer um pouco mais do REI da Charge. 

COMO SURGIU O DESEJO DE FAZER CARTUNS, CHARGES E ILUSTRAÇÕES PROFISSIONALMENTE?

Comecei vendo quadrinhos da turma do Pelezinho. Criei minha primeira hq na escola e daí fui treinando e conheci Carlos Araújo, que foi meu mestre e dai por diante foi muito treino todos os dias. Fui agraciado com meu primeiro prêmio terceiro lugar no salão de SESC, cujo  tema era: Cartão de Ponto. Tomei gosto pelo cartum e sai participando de todos os salões de humor pelo brasil. Em seguida comecei a trabalhar em uma editora criando revistas de passatempo, e capas de revista de piadas, cheguei a publicar até no Pasquim 21, Editora Escala, Multi Marcas, Edificantes e o melhor de tudo em 2001 quando ganhei o prêmio HQ MIX.

NEM TODOS OS CHARGISTA OU ILUSTRADORES GOSTAM DE FAZER QUADRINHOS! MAS O QUE SIGNIFICA PARA VOCÊ FAZER QUADRINHOS?

Quadrinhos pra mim é vida, pois relata o que realmente as pessoas passam no dia a dia de várias formas, as vezes engraçadas e as vezes sérias. Os quadrinho tem um mundo de informações.

VOCÊ VÊ ALGUMA RELAÇÃO ENTRE QUADRINHOS E CHARGE?

Pode uma fato ou personagem ser charge e também quadrinhos? Sim! Só que charge significa ataque nunca deve ser usada pra defender ninguém e quadrinhos é uma arte milenar que diverte e ensina ao mesmo tempo.

COMO VOCÊ CONHECEU A PADA?

Conheci a PADA através do curso de desenho animado no canal 11. Lá eu conheci Marcos Marins e Milson, os dois irmão que eram presidente e vice da PADA e todos os dias de aula lá estávamos conversando e trocando ideias Milson, Marcos, Jairdelson, Arnaldo Luiz e o restante do grupo.

Era muito bom tê-los por perto, pois ali se iniciava a PADA que logo no começo tinha uma logomarca que parecia a logo de um cadeado e eu na minha inocência achava que tinha alguma relação, mais não. Daí por diante tínhamos reuniões nas casas uns dos outros. Trocávamos originais de desenhos cada um no seu estilo. Conversas muito boa, pois através delas aprendíamos uns com os outros foi o tempo em que entrei na sol editora e me tornei profissional da área de ilustração.

Comecei a criar capas de revista de piadas e cruzadinhas infantis, depois comecei a participar de salões de humor por todo o brasil. Fui premiado no primeiro salão do SESC tema cartão de ponto. Depois ganhei o prêmio HQMIX em 2001 com o livro coletivo Com Todo Risco, o qual foi feito por mim, Fred Ozanan e William.

RECENTEMENTE VOCÊ FEZ A CAPA DO ZÉ CORUJA, E FICOU MUITO BOA A CAPA! QUAL A IMPORTÂNCIA DE PERSONAGENS REGIONAIS PARA UM PUBLICO INFANTO/JUVENIL?

Eu acredito que resgata as origens da nossa terra que tem bons artistas e não são tão valorizados.

PERCEBI QUE NA SUA CARREIRA ENSINA A DESENHAR É IMPORTANTE! E A PINTANDO O 7 QUE VAMOS POR NO CATALOGO DA PADA É UM EXEMPLO DISSO. QUAL A IMPORTÂNCIA DE ENSINAR QUADRINHOS AO PEQUENINOS?

Vivemos num pais com uma desigualdade social onde os artistas não conseguem se manter com sua arte, e trabalham com outras coisas. É da continuidade da nossa arte para os mais novos, pois nunca tive alguém para me ensinar quando criança e fui descobrindo minhas habilidades vendo gibis e o programa de Daniel Azulay.

QUAL O SIGNIFICADO DA CHARGE?

Charge é uma ilustração humorística que envolve a caricatura de um ou mais personagens, feita com o objetivo de satirizar algum acontecimento da atualidade. O termo charge tem origem no francês “charger” que significa “carga”. A primeira charge publicada no brasil foi no ano de 1837 e tinha como título “A Campanha e o Cujo”, foi criada por Manuel José de Araújo Porto-Alegre, que dentre as funções exercidas na política e ensino, era também pintor e caricaturista. As charges são muito utilizadas para fazer críticas de natureza política. São normalmente publicadas em jornais ou revistas e conseguem atingir um vasto público.

Para interpretar o significado de uma charge, é necessário estar a par dos acontecimentos políticos nacionais e internacionais.

Entre os anos de 2005 e 2006, a publicação de 12 charges sobre o profeta Maomé, no jornal dinamarquês Jyllands-posten, causou muita polêmica e revolta na comunidade muçulmana. As charges foram designadas por “as faces de Maomé” e algumas mostravam a caricatura do profeta com uma bomba no turbante. E pra mim a charge, cartum, ilustração e quadrinho é minha própria vida.

SERVIÇO:
AS AVENTURA DO ZÉ CORUJA  Nº05
24 Páginas
Capa colorida miolo em P&B
Impresso R$ 7,00 (correio incluso)
Pode ser feito o pagamento pelo Pagseguro (enviar e-mail com endereço)





Se for em Em PDF (versão colorida) R$ 2,00
Pedidos por e-mail: marcos.lopes40@hotmail.com ou conteudointerativo@gmail.com

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