Mercado Americano, HQ Nacional, Amaro Camarajipe, tudo isso em entrevista com Milton Estevam

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Milton Estevam, iniciou da carreira com histórias em quadrinhos regionais, em parceria com outros desenhistas do estado, colaborando com a revista Agakê, Marco Zero, Prismarte e outros.  Já foi proprietário da Elemental Comic Shopp, onde promoveu na sua loja, em diversos momentos eventos sobre quadrinhos. Após treinamento técnico no estúdio Ed Benes, no Ceará, passou a ilustrar para editoras do exterior. Inicialmente, trabalhou como assistente, desenhando Super-Homem. Depois, fez várias revistas das personagens Queen Sonja e Lady Rawhide. Recentemente colaborou com a edição da Prismarte 62 – Especial 25 anos do Amaro Camarajipe, desenhando a história principal “A Fome com a Vontade de Comer”, escrita pelo criador da série Marcelo Schimtz. Esteve presente na CCXP – Tour Nordeste em Recife, onde além de levar seus maravilhosos trabalhos também representou a Prismarte 62 – Especial 25 anos do Amaro Camarajipe.

1 – QUAL(IS) FOI(RAM) A SUA(S) INSPIRAÇÃO(ÕES) PARA ENTRAR NO MUNDO DOS QUADRINHOS?

entrevista-milton-03Quando era garoto, minha única opção eram os desenhos que passavam pela manhã na antiga tv globinho, depois disso não passava mais nada direcionado ao publico infantil, então comecei a fazer minhas próprias aventuras, e foi assim que me interessei pelo desenho, já conhecia as revistas em quadrinhos da Disney e Maurício de Sousa. Mas não atraiam minha atenção, meu negócio eram os super-heróis,  Homem Aranha , Super-homem, Batman e Robin, e continuem eu mesmo dando continuidade durante o dia, as aventuras desses Heróis que assistia na tv. Com o passar do tempo, finalmente conheci os quadrinhos de super-herói e até hoje sou cativado e  muito grato por eles terem entrada e feito parte de uma época tão mágica de minha vida, tanto que esta época mágica dura até hoje.

2 – COMO FOI SUA TRAJETÓRIA NOS QUADRINHOS COMO PROFISSIONAL?

Comecei em fanzines, como a Agakê e Marco Zero, depois comecei a participar de revistas independentes como Brado Retumbante e Prismarte, até que em 2009, conheci o Studio Ed Benes, e através do studio consegui entrar para o mercado Americano de quadrinhos.

Comecei na Editora Dynamite, onde produzi, Queen Sonja, Lady Rawhide, e John Carter Warlord of mars, Além de algumas capas para este título.

Depois participei de Produções da editora Zenescope, como Grimm tales of terror e Robin hood.

Cheguei também a trabalhar como assistente do Ed Benes quando ele fazia o título Superman.

Trabalhei também para editores independentes como Crescent Comics , Argo Comics e Side Walks.

3 – HOUVE O CCPX E HOUVE MUITA PARTICIPAÇÃO NACIONAL E LOCAL (AUTORES PERNAMBUCANOS), AO SEU VER, QUAL O RETORNO CONCRETO DO EVENTO PARA A PRODUÇÃO NACIONAL E LOCAL?

entrevista-milton-04O mercado de artistas independentes está se consolidando não apenas aqui em Pernambuco ou Nordeste, mas também em todo Brasil, como um novo e promissor mercado.

Este novo mercado autoral aqui no Brasil está oferecendo novas opções a quem gosta de quadrinhos, independente de gêneros e estilos, revelando grandes artistas, que talvez neste mercado formal não tivessem toda essa visibilidade e destaque que estão alcançando com a produção destes materiais independente e autorais.

Como consequência deste grande boom da produção autoral o que se espera são o surgimento de novos autores e obras com qualidade suficiente para rivalizar com o monopólio das grandes editoras, apreciação por um público mais abrangente e o fortalecimento e valorização cada vez maior da obra autoral aqui no nosso País.

4 – ESSA É A SUA SEGUNDA PARTICIPAÇÃO COLABORATIVA COM A PRODUÇÃO DO AMARO CAMARAJIPE! VOCÊ É UM DESENHISTA MAIS DE AVENTURA. MAS COMO AVALIA SUA PARTICIPAÇÃO NESSE GÊNERO DE COMÉDIA!

entrevista-milton-02Gosto muito do Amaro, principalmente por sua conduta totalmente despreocupada com o politicamente correto.

Pois acho isso as vezes muito chato, acho o humor do Amaro mais ou menos parecido com o feito pelos trapalhões décadas atrás,  e que hoje em dia dificilmente seriam permitidos serem apresentados ao publico, esse humor proibido e as vezes sem noção é que dá a dose certa do humor do personagem , por isso que foi uma honra poder desenha-lo mais de uma vez, mesmo com o tempo corrido, sempre é um prazer poder contar as aventuras do Espião mais maluco do Brasil, por que sei que estas aventuras ficam gravadas na memoria de quem lê as histórias, com as sacadas e  tiradas hilárias concebidas pela mente fértil de Marcelo Schmitz.

entrevista-milton-015 – PERCEBO QUE SEUS DESENHOS SÃO BEM EXPRESSIVOS E ISSO AJUDA OS LEITORES A SENTIR OS ACONTECIMENTO ATÉ ANTES DE LER. VOCÊ CONSIDERA QUE O DESENHISTA TEM QUE EXPRESSAR O SENTIMENTO, OU SEJA, ATUAR UM POUCO AO DESENHAR?

Com toda certeza, o desenhista tem que fazer até mais do que isso,  o ideal seria que este artista pudesse ser capaz de narrar ou contar a historia de uma forma tão expressiva e clara que não fossem  necessários até mesmo os diálogos para o entendimento da trama pelo seu leitor.

Tem que ser capaz também de transmitir através das expressões dos personagens,  sentimentos e reações que se não forem feitos ou representado da forma correta, compromete a credibilidade do quadrinho, em sua função de transportar o leitor para dentro da historia de maneira crível.

6 – QUAL O GÊNERO DE QUADRINHOS NACIONAL QUE MAIS GOSTA?

Com toda certeza terror, acho que é o gênero que tem mais potencial aqui no Brasil, e que tem um diferencial relevante em relação ao terror no resto do mundo, não tem ninguém que não saiba de um “causo “ para contar numa roda de amigos. É um tipo de humor diferente que tem muita força e uma identidade própria,  com historias e temas abordando situações bem características do nosso país.

7 – QUAIS SEUS PLANOS EM TERMO DE PRODUÇÃO PRÓPRIA OU EM PARCERIA!

Lançamos agora na CCXP Tour Nordeste, através do selo do Studio que participo, o INKSTAND STUDIOS, A revista mix INKLAB No 0, que infelizmente por um problema da gráfica, não saiu como pretendíamos, mas já na CCXP EXPERIENCE 2017, e no FIQ 2017, Pretendo lançar 3 revistas, uma chamada CONTOS BÁRBAROS, ambientada no gênero capa e espada, O VAMPIRO 01, e a revista INKLAB NO 01, estas duas ultimas serão totalmente em cores a Conto Bárbaros está sendo idealizada com tons de cinza.

Primsarte62Serviço:
Prismarte # 62 
Capa Colorida miolo em P&B.
32 páginas
R$ 5,00 + R$ 3,00 de correios

Ou pelo Pagseguro


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